Novamente impelido a um martírio pessoal
Sufocante, devastador de mim mesmo
Mas por mim alimentado
E pela minha melancolia engrossado
Um maniqueísmo incessante
Que me faz abandonar o momento
Em detrimento de outro e outros
Futuros, passados
Reais, imaginários
(refúgios?)
Em mim, diversas manifestações
Desejos, proibições, insanidades
Assaz cruas para tomar fôlego
Condenadas a conviver comigo e meus impulsos – aprisionados
Rejeitadas, humilhadas, e por que não breve e espontaneamente encorajadas?
Oscilações de seu próprio criador e mantenedor...
Mas não é assim que funciona?
Na minha pele, sim
Minha vastidão particular
Segundos, minutos
Desperdiçados, aproveitados, simplesmente preenchidos
Às vezes por um vazio
Às vezes por tumores pensantes...
Esses não quero extirpar
Sinto sua metástase em mim
E me sinto, pois, completo
...A água da minha fonte
– outubro de 2009.
domingo, 4 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Mas que tal, gurizinho! Todo esse talento não pode ficar estocado em casa! Textos de qualidade como esse merecem vistos por (e com) outros olhos.
ResponderExcluirEspecificamente sobre o Refluxo: adorei o tema "medicinal". rsrs Captou bem a essência de um domingo melancólico. Parabéns!