Conveniências...
Por que se ater a elas? Por que deixar de expressar e até mesmo de se permitir sentir em detrimento da sociedade?
Por que, se a vida é tão rara?
Se todos temos defeitos...
Se todos pensamos...
Se todos erram – e acertam
Se somos apenas humanos?
Procurar a liberdade é admirável
Achá-la e usufruí-la é eterno e ousado.
Saber a opinião alheia quando oposta e quase imposta, e não levá-la em consideração...
Transcender o mundo da maioria e adentrar o universo de poucos
Mas também saber lidar com essa maioria de maneira humanista, mesmo quebrando princípios para isso – “nunca deixe que os seus princípios o impeçam de fazer o que é certo”
Saber relevar o café-pequeno, não o sorvendo, mas tornando-o menos amargo a quem bebê-lo
Viver se reciclando
Pensar em alegrias e tristezas
Sonhar...
Deixar-se ir e vir, ou apenas ir... a volta nem sempre é necessária
Fazer-se eu, tu, ele, nós, vós, eles
Fazer-se amigo em todos os nobres sentidos da amizade
Fazer-se amar e ser amado
Por ser humano, por seres humanos.
- setembro de 2009.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Refluxo Dominical
Novamente impelido a um martírio pessoal
Sufocante, devastador de mim mesmo
Mas por mim alimentado
E pela minha melancolia engrossado
Um maniqueísmo incessante
Que me faz abandonar o momento
Em detrimento de outro e outros
Futuros, passados
Reais, imaginários
(refúgios?)
Em mim, diversas manifestações
Desejos, proibições, insanidades
Assaz cruas para tomar fôlego
Condenadas a conviver comigo e meus impulsos – aprisionados
Rejeitadas, humilhadas, e por que não breve e espontaneamente encorajadas?
Oscilações de seu próprio criador e mantenedor...
Mas não é assim que funciona?
Na minha pele, sim
Minha vastidão particular
Segundos, minutos
Desperdiçados, aproveitados, simplesmente preenchidos
Às vezes por um vazio
Às vezes por tumores pensantes...
Esses não quero extirpar
Sinto sua metástase em mim
E me sinto, pois, completo
...A água da minha fonte
– outubro de 2009.
Sufocante, devastador de mim mesmo
Mas por mim alimentado
E pela minha melancolia engrossado
Um maniqueísmo incessante
Que me faz abandonar o momento
Em detrimento de outro e outros
Futuros, passados
Reais, imaginários
(refúgios?)
Em mim, diversas manifestações
Desejos, proibições, insanidades
Assaz cruas para tomar fôlego
Condenadas a conviver comigo e meus impulsos – aprisionados
Rejeitadas, humilhadas, e por que não breve e espontaneamente encorajadas?
Oscilações de seu próprio criador e mantenedor...
Mas não é assim que funciona?
Na minha pele, sim
Minha vastidão particular
Segundos, minutos
Desperdiçados, aproveitados, simplesmente preenchidos
Às vezes por um vazio
Às vezes por tumores pensantes...
Esses não quero extirpar
Sinto sua metástase em mim
E me sinto, pois, completo
...A água da minha fonte
– outubro de 2009.
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